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Um passeio por instrumentos
31.05.2008 por admin

Marimba de vidro, sino de madeira, tampanário, ion, grande pan, pius pi, roda e trilá. Segundo Marco Antônio Guimarães, Artur Ribeiro, Paulo Santos e Décio Ramos, estes nada convencionais instrumentos musicais são o que mais os une no grupo Uakti, há trinta anos.

A busca por sons diferentes, como por exemplo o som de água caindo, impulsionou Marco Antônio a seguir numa intensa pesquisa e construção de instrumentos musicais, explorando as melodias, as particularidades e a performance sonora de cada material utilizado.

No espetáculo-oficina apresentado na abertura do evento “Redes da Criação”, no Itaú cultural, os músicos passearam pelos instrumentos no palco e ainda comentaram sobre a construção de cada um, relatando como cada material foi introduzido, como obtiveram o som que desejavam e como conseguiam harmonizar as notas musicais dentro das composições. Feitos que só se tornaram possíveis depois de muito tempo de “convívio” com cada novo instrumento, observando e ensaiando durante horas a fio. Para os músicos, é um exercício de paciência e de amor ao trabalho, e a maior dificuldade é realmente “temperar”, isto é, conseguir a amplificação do som e a afinação desejada.

Cada instrumento criado é único. Há muitas limitações, como as dificuldades de produção, de se lidar com a matéria-prima e de como adequar o som do instrumento numa composição. Segundo o Uakti, essas limitações, às vezes, só permitem a utilização dos protótipos de instrumentos, como é o caso do aqualung.

A escolha por esses instrumentos exóticos fez com que os músicos abandonassem a forma tradicional de abordar a música. As notações musicais do Uakti são representadas por figuras geométricas como quadrados, triângulos e estrelas. Cada lado é um tempo a ser seguido, e para eles, essas notações musicais permite um maior número de possibilidades de improvisação.

 
 
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