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tempos da criação

A discussão do tempo da criação é sempre plural: há coexistência de diferentes tempos. A criação como processo implica continuidade, sem demarcações de origens e fins precisos. É o tempo contínuo da investigação. A continuidade enfrenta diferentes ritmos de trabalho e envolve esperas do artista pelo tempo da obra e da obra pelo tempo das avaliações do artista, que é potencialmente sem fim (inacabamento). As esperas remetem à simultaneidade: o tempo de maturação leva muitos artistas a trabalharem diversas obras ao mesmo tempo. A relação entre o que se tem e o que se quer é traduzida por tentativas de adequações, que levam o artista conviver uma grande diversidade de possibilidades de obras. Este tempo da hesitação e da dúvida leva a idas e vindas, fluxos e pausas. A continuidade defronta-se também com rupturas, como nas intervenções do acaso e nos bloqueios de criação. Há também os instantes privilegiados na continuidade, os momentos sensíveis das descobertas. O processo de criação, que está inserido em seu tempo histórico e em suas redes culturais, não pode ser desvinculado do tempo de autocriação do artista.

 
 
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