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Originais Literários na Era Virtual. O Fim da Crítica Genética?
21.08.2009 por moderador

Encontros de Interrogação 2009.
Verónica Galíndez-Jorge

Da escrita à pena ao manuscrito de computador, o escritor inventa técnicas para deixar rastros. Mas quem é este escritor que deixa rastros na era das poéticas pós-humanas e dos softwares geradores de livros que independem de intervenção autoral? Pensando a crítica genética como uma proposta de leitura de processos criativos, a professora Verónica Galíndez-Jorge conta a história de uma prática que começa nos primeiros manuscritos a se tornarem públicos e desemboca nestes dias em que bibliotecas incorporam HDs antigos contendo arquivos de escritores jovens ao seu acervo. Durante o percurso, que tem como pano de fundo a transformação do escritor em profissional da escrita, ela aborda o nascimento dos estudos geneticistas e suas transformações, decorrentes dos dilemas da escrita contemporânea. Que autoria é a dos textos que mudam a cada clique do leitor? As mudanças nas práticas literárias colocam diante da crítica genética um dilema a ser assumido pela crítica em geral: o de buscar instrumentais novos para a interpretação de novos tipos de texto.


The Tulse Luper Suitcases
13.03.2009 por moderador

Em 2007 o cineasta inglês Peter Greenaway foi convidado a participar do 16º Festival Internacional de Arte Eletrônica SESC Videobrasil, realizado em São Paulo, para o qual trouxe o ambicioso “The Tulse Luper Suitcases”, um projeto multimídia que busca reconstruir a vida de Tulse Henry Purcell Luper, projetista e escritor nascido em Newport, South Wales, cuja vida ele mesmo arquivou em 92 maletas.

Originalmente constituído por três filmes, uma série para televisão, 92 DVDs, 92 livros, um jogo on-line, exposições das maletas, performance de VJing (cinema ao vivo), vários eventos teatrais, exibições e instalações e uma infinidade de sites espalhados pela internet, “The Tulse Luper Suitcases” é um work in progress, cujas possibilidades e potencialidades ainda não foram totalmente explorados (e provavelmente nunca serão).

“The Tulse Luper Suitcases” é o resultado de toda uma carreira voltada para o renascimento do cinema, cuja morte Peter Greenaway prega há anos. É uma proposta radical não só em sua linguagem, mas principalmente em sua estrutura. A obra em si mesma é uma rede, onde os limites não estão claramente definidos e de repente nos vemos em seu interior, participando juntamente com os pesquisadores do filme, da construção da vida do protagonista.

Para tentar entender um pouco melhor esta faceta, só mesmo navegando por uma coleção de sites que informam e convidam a experimentarmos e nos perdermos no labirinto que foi a vida de Tulse Luper.

colaboração Eduardo Bonini


Stickers para espaços vazios
27.10.2008 por moderador

A 28ª Bienal de Arte de São Paulo tem como parte do projeto de curadoria a representação de sua crise. Assim, o curador Ivo Mesquita optou por deixar o segundo piso do prédio completamente vazio.

Antes da inauguração da Bienal, o grupoArac, que se define como “um grupo independente de coladores de stickers”, passou cerca de quatro horas do dia 23 de outubro de 2008 “arquitetando” uma intervenção.

Os adesivos foram agrupados em quatro ou cinco e colados em 15 pontos do segundo andar. São caveiras, borboletas e dentaduras, entre outros desenhos, que ficaram camuflados até a abertura da mostra.

Os desenhos estão escondidos sob folhas brancas e tinta. A ação está registrada no blog Bien-mal 2008, que mostra fotos do procedimento e algumas das imagens coladas.


“Strong enough to break”
27.10.2008 por moderador

Colaboração Ana Paula Cappellano

“Strong enough to break” é um documentário realizado em 2004 sobre o processo de produção e criação do terceiro álbum dos Hanson’s.


Matérias em tempo real
27.10.2008 por moderador

Colaboração Carla Miranda

A revista Wired criou Storyboard, um blog para acompanhar a produção de matérias, incluindo o processo quase que em tempo real - da ideia à redação, edição e diagramação. Todos os passos são publicados, incluindo troca de emails internos, layouts, rascunhos etc.


O autor e a obra a se fazer
27.10.2008 por moderador

Escrever a quatro mãos, sob o olhar e as tendências do “outro” supõe uma criação colaborativa com questões processuais bem particulares.

A revista eletrônica Recto/Verso é um espaço de discussão sobre estudos de criação literária e artística e sobre os processos de construção destas áreas.


Um mergulho em Clarice Lispector
27.10.2008 por moderador


Os diários de filmagem de Kiko Goiffman
27.10.2008 por moderador

O diretor e roteirista Kiko Goiffman elaborou sites que relatam os processos de construção, produção e filmagem de dois de seus filmes.

No site de “Filmefobia”, é possível acompanhar as filmagens, as dúvidas e os embates conceituais através do blog e ainda visualizar e enviar histórias particulares de fobias.

No site de “33″, Kiko apresenta aspectos da produção, das suas motivações artísticas para constituir o filme e uma rede de intrigas entre os personagens envolvidos na busca por sua mãe biológica.


Ditadura e futebol
27.10.2008 por moderador

Relatos dos atores e do diretor do filme identificam os personagens e a trama do filme “O ano em que meus pais sairam de férias”, do diretor Cao Hamburguer.


Redes: Processos Criativos
10.07.2008 por moderador

Ambos os artistas mostraram o quão necessário é num processo criativo a retomada de antigos projetos/ trabalhos e como estes jamais estão terminados.

Os trabalhos procuram sempre dar margem a outros, isto é, nunca se fecham estando sempre num processo. A relação estabelecida com o outro e com o local é bastante forte no caso de Fajardo uma vez que em seu ateliê não observamos nenhum tipo de material espalhado.

Estabeleço então uma conexão com o ateliê de Fajardo com uma colocação de Evandro Carlos Jardim em uma palestra realizada no ano de 2008 no momento em que este diz que “o ateliê está dentro de você”, isto é, sem querer desmerecer nenhum tipo de arte, mas sim pensar a respeito de se fazer arte. Será mesmo que para se criar, para se fazer arte é necessário um espaço imenso, composto com uma quantidade e variedade de ferramentas? Será que não podemos criar dentro da nossa mente e fazer com que isso seja expandido de uma vez? Talvez seja um pouco mais complexo, porém podemos pensar em por exemplo um espaço e em criar uma obra para lá, ou seja, um site specific.

Em contraponto, observamos a artista Maria Bonomi, muito conhecida por suas xilogravuras, em meio a um enorme ateliê. Este que já não se contenta em ter um local destinado, mas invade toda a casa tornando esta todo ele. Entre xilogravuras, ferramentas e tintas, objetos casuais de um ateliê, Bonomi nos conta como descobriu e sobre o tempo que levou até ter consciência de quê o fato importante no seu trabalho é a matriz.

Esta é a principal fonte do trabalho, por ser ali que estão marcados os seus gestos, ou seja, estão impregnados a força utilizada para manusear o objeto, o traço ou a marca que resultou de um movimento.

A memória esta contida na matriz de madeira, superfície que possibilita a serialidade das cópias e o desdobramento do seu trabalho. A reflexão sobre o fazer, conduziu a artista a um pensamento de que o trabalho na realidade esta no gesto, na marca, deixada na superfície o que logicamente amplia o leque de possibilidades, pois não só é necessário trabalhar com a madeira, pode-se também estabelecer uma ponte com a própria argila, feito que esta já realiza.

Por Camila Marangão

 
 
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