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Transitivos – propostas para uma curadoria de processo
7.09.2009 por admin

A convite do SESC Pinheiros, Cecilia Salles elaborou um projeto de curadoria de processo de obras que se desenvolveriam e/ou continuariam seu processo de construção no espaço expositivo, fosse a partir de ações de artistas e /ou do público. A seguir, um relato sobre as questões que envolviam as escolhas sobre como expor processo:

A exposição nos deu à primeira vista um dado que permearia todo nosso entendimento do projeto: apresentação de experiências processuais ao público, e não somente, a obra “finalizada”.

Partindo dessa premissa, trabalhamos com duas propostas curatoriais, uma primeira que selecionou os artistas e seus projetos de trabalhos; e uma segunda, que nos guiou na maneira de expor e de lidar com os trabalhos.

A expografia tornou-se o grande desafio de Transitivos. Os “projetos” de obras deveriam ser exibidos, assim como o passar de “fases” de construção e também os caminhos trilhados pelos artistas. Mas a apresentação desses materiais não poderia ser algo extremamente narrativo, como um manual de instrução dos trabalhos, e nem tampouco deveria separar processo e obra.

Outro desafio era a ocupação do espaço da exposição em dois pisos, o que facilmente, poderia ter nos levado a uma expografia que dividisse obra e processo. Mas a questão era exatamente não exibir essa cisão e, por outro lado, também convidar o público a visitar o piso superior.

As soluções para todas essas questões vieram conjuntamente para adequar todas as intenções da curadoria de processo. Dividimos a exposição em fases.

A primeira fase foi determinada pelo processo de montagem dos espaços de cada artista. E nós nos responsabilizamos por uma coleta de materiais de construção, enquanto a Lucila registrava em vídeo esses primeiros momentos. Esses registros editados semana a semana ocuparam o piso superior. Enquanto no piso inferior foram colocados dois monitores que exibiriam imagens “ao vivo” do piso superior, como uma forma de convidar o visitante a ver de perto o processo acontecendo.

Na segunda fase, os materiais coletados foram editados como fotografias, e estas foram expostas como uma rede de componentes criativos do processo de cada artista e ligadas por setas. O primeiro vídeo de registros foi colocado no primeiro monitor e assim, semana após semana, os vídeos foram sendo editados e apresentados nos monitores, à medida em que os trabalhos e os processos de construção iam acontecendo.

Enquanto a exposição ficou em cartaz, lidamos com as indefinições e imprevisibilidades de cada processo, com a diversidade de obras, e até mesmo com obras que “dificultavam”, de alguma maneira, o registro de seus caminhos de construção.

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